Canon 700D

A Canon 700D é uma das câmaras fotográficas que a marca nipónica apresentou este ano, como modelo de topo da gama para principiantes – segundo a marca-, a par da 100D. Vem equipada com um sensor de 18 MegaPixel, ecrã táctil de ângulo variável e é capaz de alcançar uma sensibilidade de 12 800 ISO.

Por se tratar de uma DSLR (Digital Single Lens Reflex), é escolha para um principiante exigente, pois permite acoplar um vasto leque de objectivas e obter resultados precisos com os modos manuais. Neste sentido, decidimos explorar os limites da 700D, com uma perspectiva profissional, para compreender até onde é capaz de chegar.

Ao pegar no corpo da 700D, é destacável o seu menor tamanho e peso em relação aos modelos superiores. Se por um lado, o manuseamento fica aquém das expectativas de um fotógrafo mais sério, pode também ser um fardo para quem pretende um registo descontraído das férias em família.

Ao contrário dos modelos superiores, não tem um segundo ecrã de baixo consumo para as informações de disparo e estamos muito dependentes do ecrã táctil. O visor óptico está disponível apenas no modo de fotografia, enquanto que no modo de vídeo, o ecrã LCD está sempre activo, mas a bateria só se queixou além das duas horas de gravação.

A lente incluida no kit da 700D, a famosa 18-55 da Canon, é uma objectiva muito básica que cumpre com as necessidades de um principiante. Fotos da família e amigos, de viagem ou num restaurante, em casa ou de férias, serve muito bem. Mas deixa muito a desejar nos momentos em que se precisa de mais um bocadinho. E um principiante, que utilize um equipamento como a 700D, dará um salto para o amadorismo assim que sentir isso. Por isso, para este teste, optámos por utilizar uma Canon EF 70-200, da série L, com estabilizador e motor ultrasónico, capaz de uma abertura de 2.8 no diafragma ao longo de todo o alcance óptico – é uma espécie de Porsche 911 das objectivas.

Como bons profissionais que somos, fotografámos sempre em RAW (equivalente a ter o negativo). Sem a compressão da imagem em JPEG, conseguimos analisar a capacidade do sensor. O resultado não nos tirou o sono, mas garantiu que as imagens da 700D têm um futuro, com o devido tratamento digital, seja para impressão ou ecrã.

Mas a especialidade da Multimédia com Todos é o vídeo e essa foi a característica que mais nos agradou na 700D. Corremos para ligar todos os acessórios possíveis à câmara, mas logo nos deparámos com um senão: a saída miniHDMI não permite o débito do vídeo durante a gravação. Isto quer dizer que só conseguimos gravar directamente no cartão de memória e com a qualidade predefinida pelo fabricante, em vez de utilizar um gravador externo, com taxas mais elevadas e menor compressão de imagem. O microfone sem fios não apresentou qualquer problema e as lentes testadas levaram o sensor da 700D ao seu esplendor. Em suma, a sua qualidade surpreendeu, mas a falta de mais funcionalidades não permite maior desempenho.

A Canon 700D é uma câmara que está no limbo da escolha de qualquer consumidor, independentemente da classificação e público-alvo que a marca atribui. Para o principiante, há opções mais portáteis e baratas, da gama Powershot, muito capazes e com a versatilidade de caberem num bolso. Para um aluno ou fotógrafo amador, é uma opção algo temporária, pois a curva de aprendizagem rapidamente exige uma 60D ou 7D, para obter maior eficácia no disparo e tirar maior proveito das lentes. Para o profissional, é uma câmara secundária que pode dar jeito em alguma situação apertada, mas nunca será a primeira opção.

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