Destiny (PS4)

“Destiny. Revolução nos videojogos. Mistura de vários estilos. Produção de 500 milhões de dólares. Beta descarregada mais de 5 milhões de vezes. Pré-reservas esgotadas em vários locais. Bungie e Activision juntas. Cenários lindos. Banda sonora de cortar a respiração. Trailers dignos de Hollywood.”

Se ficaram entusiasmados com o parágrafo acima, então também deverão pertencer ao enorme grupo de pessoas no mundo que esperou ansiosamente por dia 9 de setembro de 2014 e pela chegada de Destiny.

Este jogo prometeu tudo o que havia para prometer. Mas vejamos se cumpriu a suas promessas!

Corresponder às expectativas é sempre difícil, principalmente quando estas são tão elevadas. Contudo Destiny consegue, nas primeiras horas de jogo, corresponder até aos mais cépticos e cria um vício saudável e agradável que nos leva a querer explorar o mundo de jogo e as suas inúmeras possibilidades. O jogo corre bem, os controlos são intuitivos, criar a personagem é um processo rápido, e num instante estamos de arma em punho a explorar o planeta Terra.

Após a idade da colonização espacial, a humanidade, foi dizimada por uma entidade conhecida como “Darkness”, restando apenas uma cidade humana – a antiga Rússia. A humanidade luta agora contra a “Darkness” e um sem número de raças alienígenas. A nossa última esperança são os Guardians, de que também fazemos parte. Esta história é contada de forma superficial e não nos agarra ao ponto de nos importarmos com o destino da humanidade. A única coisa que queremos é evoluir a nossa personagem e ter o melhor equipamento – eis que entra o outro mundo de Destiny. Estamos sempre online e há várias formas de interagir com outros jogadores: na torre (local onde se efectuam trocas comerciais, upgrades, se escolhem missões e conversa com outros jogadores… uma espécie de sala de estar); durante as nossas explorações pelo mundo (ocasionalmente damos por nós a interagir com a história de outros jogadores ou a cumprir objectivos em co-op); e nos modos competitivos no “Crucible” (já falaremos mais adiante). A facilidade com que nos tornamos “parceiros” de outros jogadores é um dos factores mais interessantes de Destiny. E é impossível não nos lembramos de que o mesmo já o era em Journey para a PS3!

Para evoluir o nosso Guardian, temos de ganhar experiência e gastar recursos para comprar as melhores armas e as que melhor se adaptam ao nosso estilo de jogo. Existem opções para todos os gostos e é possível vingar com todo o tipo de equipamento. A velocidade com que evoluímos depende do tipo de objectivos que cumprimos. Temos as missões do modo história (que nos evoluem de forma progressivamente mais lenta), temos as “Bounties” (objectivos que escolhemos e nos dão recompensas valiosas quando concluídos), mas sem dúvida que evoluir o Guardian é sinónimo de “Crucible”.

Em “Crucible” temos várias arenas, em diversos locais do universo de jogo, onde se desenrolam partidas competitivas. Temos os modos “Control” (equipas de seis; com três pontos de controlo que devem ser capturados e mantidos pelo maior tempo possível), “Clash” (equipas de seis; ganha a equipa que matar o inimigo mais vezes),”Skirmish” (igual a “Clash” mas com equipas de três), “Rumble” (todos contra todos; ganha quem matar mais inimigos e morrer menos vezes) e “Salvage” (equipas de três; o objectivo é capturar e defender locais sequencialmente). Os mapas são diversificados na sua arquitectura, são inteligentes e todos eles belos de se contemplar. Há muitas razões para se estar inúmeras horas em “Crucible”.

A jogabilidade é absolutamente irrepreensível. Após dominarmos os saltos no jogo parece que conseguimos um domínio sobre o cenário que traz à memória os bons tempos do primeiro Unreal Tournament (Oh! A saudade…).

Destiny tem duas faces: é o jogo que não correspondeu a uma expectativa desmesurada; mas também é o jogo que poderá ser a primeira pedra de uma nova abordagem aos videojogos, nomeadamente no modo online. É fácil enumerar as razões pelas quais Destiny não é o melhor jogo do universo – e que o maior orçamento de sempre fez “só isto”. Mas a vontade que tenho de largar este texto e ir jogar Destiny é mais forte. Vemo-nos na Torre, Guardian.

Sobre Gonçalo Morais
Gonçalo Morais
Apresentador e actor; músico e DJ; as suas performances desviam-se da formação académica em cardiopneumologia... ou não!
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