Dying Light (PS4)

Dos criadores de Dead Island chega-nos Dying Light, o jogo que promete mudar a forma como se vêm e jogam os jogos de zombies.

Apostados em fazer algo diferente no universo quase lotado de jogos com zombies, o pessoal da Techland começa, paradoxalmente, por nos dar uma premissa igual a tantos outros jogos: há um vírus que transforma humanos em zombies, há uma cura, há interesses por detrás da cura, nós vamos infiltrar-nos na cidade que se encontra em quarentena tendo simultaneamente as missões de sobreviver e encontrar quem detém o segredo da cura. Na cidade em quarentena são largados de um avião, pelo governo, periodicamente caixas com mantimentos e medicamentos. Claro que estes recursos levaram à divisão dos sobreviventes em duas fações que lutam entre si (típico da humanidade). Este início dá ideia de mais um jogo tradicional de zombis, contudo assim que tomamos controlo da personagem tudo muda.

Imaginem vocês que os senhores que da Techland tinham passado demasiado tempo a jogar Mirror’s Edge. Imaginem que isto tinha acontecido e que no final da sessão de jogo eles resolviam criar um novo projecto. Provavelmente seria Dying Light o resultado final. A jogabilidade é muito semelhante à presente no título da EA, com uma tecla a ter a função de navegação pelo cenário (saltar, agarrar saliências, etc) o segredo em Dying Light é mantermo-nos em cima dos telhados, carros, tendas, canos, andaimes… isto porque os zombies não são muito bons trepadores. Assim, passamos grande parte do jogo a correr e a saltar por entre zombies quase gozando com eles. Contudo durante os períodos da noite tudo muda, por algum motivo a máxima do jogo é “Good Night. Good Luck.” (Boa noite. Boa sorte.). À noite os inimigos ficam muito mais poderosos e mortíferos. A estratégia muda de saltos e corridas para furtividade silenciosa. De dia qualquer adepto de parkour poderia sobreviver aos zombies, tendo ainda assim de matar alguns inimigos humanos ou algum zombie mais teimoso em desviar-se educadamente do vosso caminho.

Conforme vão realizando diversas ações no jogo vão ganhando experiência que pode depois ser usada em upgrades divididos em 3 classes: survivor, agility e power. Cada um dos upgrades favorece uma estratégia diferente dento do jogo, sendo que alguns poderão mudar bastante a jogabilidade como é o caso de um gancho que vos permite navegar horizontalmente o mapa.

Dying Light transpira Dead Island por todo o lado, mas a mudança na jogabilidade dá-lhe uma frescura que nos diverte por muito mais tempo. Se quiserem podem jogar em modo cooperativo com até 4 jogadores o que vos irá ajudar bastante a ultrapassar os obstáculos mais complicados.

O universo de jogo faz lembrar o nível nas Favelas do Brasil de Call Of Duty: Modern Warfare 2, com muitas casas em tijolo e alpendres de napa e telhas de fibra de vidro, mas está bem conseguido, tendo um equilíbrio interessante entre volumes verticais e áreas essencialmente térreas que nos obrigam a andar ao nível dos nossos “amigos” zombies.

Dying Light é um jogo agradável para quem quer experimentar algo com zombies que mas que não seja demasiadamente tenso e sério. Pode trazer-vos bastantes horas de diversão se lhe derem a oportunidade.

Sobre Gonçalo Morais
Gonçalo Morais
Apresentador e actor; músico e DJ; as suas performances desviam-se da formação académica em cardiopneumologia... ou não!
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