The Evil Within em análise

Para que parte dos confins do Universo é que foram os jogos de Survival Horror dignos desse nome? Aqueles que trocam a ação frenética e as munições aos milhares pela tensão constante, monstros realmente assustadores e tão poucas balas que os dedos da mão dariam para as contar. Talvez o senhor Shinki Mikami, criador da série Resident Evil, saiba a resposta já que foi desse local secreto que tirou The Evil Within, o mais recente jogo de Survival Horror, disponível para PC, Xbox One, Xbox 360, PS3 e PS4.

No papel do Detetive Sebastian Castellanos temos de responder a uma chamada de emergência do Hospital Psiquiátrico de Beacon. À chegada, deparamo-nos com um cenário grotesco e bizarro de morte e mutilação de todo o pessoal do hospital, bem como dos pacientes. A sobrevivência começa depois de Sebastian ser colocado inconsciente e acordar amarrado pelas pernas, preste a enfrentar a morte.

The Evil Within consegue, como há muito não se via, conjugar na perfeição momentos de tensão constante, onde devemos explorar o mundo à procura de recursos preciosos para sobreviver, com momentos de ação sufocante, sendo disso exemplo as sequências de bosses bizarros ou fugas a monstros mortíferos. Apesar do ritmo do jogo ser muito condicionado pela nossa ânsia de sobrevivência, ainda assim há sempre momentos em que nos deixamos surpreender pelos cenários e ambientes brilhantemente criados.

A estratégia para sobreviver passará pela boa gestão de recursos. E cada bala conta mesmo! Tudo está muito bem pensado para que a necessidade de refletir cada decisão seja real. Disparar ou tentar uma luta corpo-a-corpo? Fugir ou enfrentar? Esconder num armário ou matar vários inimigos com uma granada bem lançada? Estas decisões levam-nos inevitavelmente a morrer muitas vezes. Em The Evil Within morremos várias, várias, várias… várias vezes.

Jogar The Evil Within é um regresso aos bons jogos de Survival Horror. Para todos os fãs do género, que há muito procuram um bom jogo, este é para vocês sem sombra de dúvida. The Evil Within vem provar que ainda é possível criar bons jogos, que nos façam tremer, respirar com receio de ser ouvido, e mandar uns pequenos gritinhos de “menina assustada”. Altamente aconselhado. E corram pelas vossas vidas. MUHAHAHA!

Sobre Gonçalo Morais
Gonçalo Morais
Apresentador e actor; músico e DJ; as suas performances desviam-se da formação académica em cardiopneumologia... ou não!
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