ZTE Axon mini

Um equipamento de gama média é o que é. Surge acima do indesejado e lamentável, mas não compete com o sonho. No entanto, este ZTE Axon mini (que de “mini” pouco tem) marca bem a sua presença neste segmento de mercado dos smartphones.

Confesso que há já algum tempo que não ensaiava um smartphone com Android e, ao longo deste, por vezes perdi-me na definição do que seriam características do Android 5.1.1 ou da camada de aplicações da ZTE. Por isso, resumo a minha experiência num todo e considero o Axon mini bem equipado por dentro. Ferramentas de limpeza e optimização não faltam e é muito fácil manter este smartphone com bom nível de eficiência.

O processador de oito núcleos a 1,5GHz mostra-se presente em diversas situações, principalmente nos jogos. Todo o sistema corre com bastante fluidez e demonstra que não ficaram de parte componentes cruciais para isso, tal como memória RAM (este traz 3Gb) e armazenamento (32Gb). Obviamente, este ensaio tem uma duração muito mais curta do que aquela que o utilizador final lhe aplicará. Duas semanas não são dois anos e em nada vos consigo provar que o Axon mini se comportará tal forma por tanto tempo. Mas posso garantir que essas duas primeiras semanas serão de boa graça.

O ZTE Axon mini inclui também outra característica de luxo neste segmento: toque por pressão. Ou seja, distingue a força com que se pressiona o dedo no ecrã para apresentar diferentes opções. É uma presença fantástica, que acrescenta bastante potencial ao dispositivo – mas, depois de o experimentar, passou-me ao lado e não o voltei a utilizar durante o ensaio. Outro dos destaques deste Axon mini é a possibilidade de funcionar com Dual-SIM, mas o segundo cartão ocupará o espaço do microSD. Ou seja, temos de optar por utilizar dois cartões SIM ou pelo armazenamento adicional.

Não gostei…
… de instalar a aplicação ZTE driver USB; e só depois reparar que o smartphone oferece uma série de opções quando se liga via USB; a driver parece não ser compatível com o Windows 10, mas o modo Camera PTP lá permitiu aceder ao armazenamento interno do Axon mini e descarregar as fotos que fiz.
… da insistência da aplicação da câmara em alterar automaticamente o ponto de referência que eu definia (para foco e exposição). Mesmo em modo manual, dois segundos depois de eu tocar no ecrã, pumba! Lá estava o automatismo a entrar em ação, como que a chamar-me burro – “É isto que tu queres, pá! A foto fica melhor assim!”.
… vistos em detalhe, os resultados obtidos com a câmara fotográfica ficaram aquém da expectativa. As zonas escuras ficam carregadas de ruído e a compressão aplicada é muita. Por outro lado, cumprem perfeitamente com o nível do valor que se paga. Servem para as partilhas sociais e são suficiente para contar aquela história daquele almoço entre amigos.
… o design; gostos não discutem, e eu não gosto. Uma capa protectora resolverá este problema. Acrescento ainda o detalhe do vidro do ecrã que tem um breve relevo sobre a armadura do dispositivo. São dois grandes motivos para comprar a tal capa.

Gostei…
… e muito, do ecrã (5,2 polegadas a 1920×1080). Um nível de preto bem profundo, cores saturadas bem definidas e um brilho exemplar. Este é, sem dúvida, uma das melhores caracteríticas do Axon mini.
… da qualidade das chamadas telefónicas (não, eu não tinha expectativas baixas, mas muitas vezes esqueço-me de que isto é um dispositivo para fazer chamadas).
… do sensor biométrico de impressões digitais (presente na traseira, abaixo da câmara), ao contrário do que li noutras reviews nacionais. Comigo funcionou bem e conquistou-me até pelo prático local onde está instalado. As raras falhas que teve não me surpreenderam, pois o meu iPhone 6 também as tem com relativa frequência.
… da oferta no global. Não é aquela derradeira máquina que faz trapezismo digital e atinge o impensável, não! Não é lindo de morrer com um design italo-germânico de linhas inigualáveis, também não! Mas tem um preço acessível. É muito desenrascado nas suas tarefas. E cumpre lindamente com os afazeres digitais.

Em suma, há melhores e “up yours”! No geral, o ZTE Axon mini satisfaz plenamente. E o ecrã… eu já vos falei o ecrã? Cuidem-se os topos de gama que não arrancarem lágrimas de desejo, sobrecarregados de funcionalidades extra-extravagantes. Este “gama média” dá que pensar. Por metade do preço! ZTE. Axon mini.

Sobre Daniel Marinho
Daniel Marinho
Fundador da "Multimédia com Todos"; formado em comunicação social e multimédia; fanático da interactividade digital, dos videojogos e da fotografia.
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