Estúdio · 12 de outubro de 2026
Quanto mede, que fundos tem, que energia e que rede chegam lá acima — e um modelo 3D para dares a volta ao espaço antes de marcares a visita.

Quem procura estúdio de vídeo em Lisboa costuma fazer sempre as mesmas três perguntas: cabe lá o que eu quero montar, dá para gravar com o fundo que preciso, e quanto tempo se perde a preparar tudo. Esta visita guiada responde às três — e, no fim, podes dar a volta ao espaço em 3D, aqui mesmo na página.
O estúdio da Multimédia com Todos fica na Alameda dos Oceanos, no Parque das Nações, em Lisboa, a poucos minutos da Ponte Vasco da Gama e com acesso direto pela A1, A8 e A12. São 80 m² no total, dos quais cerca de 45 m² de área técnica (7,15 × 6,28 m) com 3,50 m de pé-direito — altura suficiente para pendurar luz acima do enquadramento e para trabalhar planos inteiros sem apanhar teto.
À volta da área de gravação há o que faz falta num dia de rodagem e raramente aparece nas fotografias: receção com sofá e mesa alta para quem espera, copa com frigorífico e máquina de café, WC interior, arrumos e um lugar de garagem para viaturas até 2,00 m de altura.
A área técnica está fechada por um truss em alumínio de 7,05 × 6,05 m, a 3,25 m do chão, que corre a toda a volta. É dele que sai a iluminação, o teleponto e tudo o que precise de ficar suspenso, o que liberta o chão de tripés e cabos a meio da cena.
A toda a volta corre uma cortina preta de flanela Roscotex, em carril, dividida em quatro secções independentes. Fecha-se para ter preto puro e controlo total da luz; abre-se do lado das janelas quando o trabalho pede luz natural. O chão é vinílico preto, e o teto de cimento tem espuma acústica para segurar a reverberação — o que se ouve numa gravação de voz é bem diferente de uma sala de reuniões com paredes nuas.
Há dois fundos montados e prontos a descer. O chroma-key verde, para cenários virtuais, grafismo atrás do apresentador ou substituição de fundo em pós-produção. E o rolo de papel, alinhado com a passagem para a receção, que dá a distância necessária para fotografar com teleobjetiva sem comprimir o espaço. A nascente há ainda a zona de cenário fixo, onde se montam as mesas de conversa dos podcasts.
Energia: 5,75 kVA de potência instalada, o que chega com folga para iluminação LED e para o material de uma equipa visitante. Internet: fibra 1000/500, com Wi-Fi 6 e rede por cabo — importante para quem transmite em direto ou envia material pesado no fim do dia. Ar condicionado portátil, que se liga antes da gravação e se desliga quando as câmaras rolam, para o som ficar limpo. Porteiro no edifício e alarme ativado todos os dias.
Em vez de descrever o espaço por palavras, fizemos um modelo 3D do estúdio à escala. Roda, aproxima, abre e fecha a cortina, liga o chroma e o rolo de papel, e mostra ou esconde as medidas. É este o estúdio que vais encontrar quando chegares.
Ver a página do estúdio Descarregar a planta (PDF)
Chegas, descarregas na garagem, sobes de elevador. O cenário que combinámos já está montado, a luz já está apontada e o som já foi testado. Gravas. No fim do dia sais com o material — e, se for connosco a edição, com a montagem já começada. A diferença entre um estúdio e uma sala alugada é exatamente essa: o tempo que deixas de perder antes de a primeira câmara rolar.
Meia hora no espaço responde a perguntas que nenhuma fotografia responde. Escreve para [email protected] com duas datas que te sirvam.
Conta-nos o que precisas de fazer. Respondemos a todos os pedidos.
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