FIFA 14

Se me ponho a fazer contas, são já 20 anos de FIFA que me passaram pela mão. Quer dizer, não comprei todos os títulos, pois durante certo período o insurgente Pro Evolution Soccer ganhou espaço nas minhas consolas. Mas, com um número tão redondo, foi inevitável recordar o meu primeiro FIFA Internacional Soccer para a Mega-Drive (era uma consola da Sega que tinha “16 bit” inscrito no topo). Já desse tempo, lembro-me de alguns concorrentes de peso, como o Sensible Soccer no computador e o European Club Soccer, também para Mega-Drive. E foi aqui que nasceu a designação que ainda hoje se aplica: o Fifa. Não é o jogo de futebol da EA Sports, nem o título detentor da licença oficial da FIFA (a federação) ou muito menos a plataforma de simulação que é anualmente actualizada. É muito mais do que a descrição do produto em si. É um crescente acumular de emoções envoltas num nome. É como chamar José ou António a alguém. É o Fifa.

O concorrente Pro Evolution Soccer também teve direito a uma abordagem semelhante. Chamam-lhe o PES (“pés”). Mas depois de passar por uma experiência desarmónica com a edição deste ano, a chegada do Fifa foi uma lufada de ar fresco e a garantia de que os jogos de futebol são um elemento fundamental para quem gosta de videojogos. Mesmo que se prefiram outros géneros, é sempre bom ter um Fifa (ou um PES) na prateleira para puxar pelo convívio.

O FIFA 13 já havia conquistado muitos adeptos com o seu mercado de transferências e gestão de uma equipa personalizada. Este ano, essa função evoluiu e ganhou novas guias que elevam o desafio a um novo patamar. A adição da química entre jogadores de um plantel interfere com o comportamento em campo. Quanto mais química, mais sucesso nos passes, desmarcações ou posicionamentos. Mas para ter química entre jogadores, é necessário que sejam da mesma nacionalidade, joguem na mesma liga ou no mesmo clube. O que, de algum modo, restringe o conceito de uma equipa personalizada. Misturar o Iniesta e o Ibramovich poderá não oferecer os melhores resultados. Mas se for o Messi, aumenta a química. Mais vale comprar logo todo o plantel de um clube ou de uma selecção. Mesmo assim, é uma variável muito divertida de incluir quando se prepara um esquadrão conquistador.

De resto, não há assim tanto a destacar neste título. A sério! Uma evolução aqui e ali. Outro melhoramento neste ou naquele detalhe. Servidores que tanto estão em cima, como a seguir exigem uma hora de almoço ao sindicato. Repito: este Fifa é um todo. E é muito bom. É uma experiência melhorada que consegue vender consolas. Aliás, se ainda vai comprar uma consola desta geração, garanta que é uma edição que inclui o FIFA 14. Não precisa de mais nada. Ficará com divertimento garantido para um ano inteiro. Até sair o próximo.

Sobre Daniel Marinho
Daniel Marinho
Fundador da "Multimédia com Todos"; formado em comunicação social e multimédia; fanático da interactividade digital, dos videojogos e da fotografia.
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